top of page
Buscar

[Festivais e Mostras] Jay Kelly

  • Foto do escritor: Lorenna montenegro
    Lorenna montenegro
  • 1 de nov.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de nov.

Direção: Noah Baumbach

Roteiro: Noah Baumbach e Emily Mortimer


ree

Uma propaganda cafona da Nespresso estrelada por George Clooney travestida de filme espirituoso e metalinguístico que acaba se tornando única e exclusivamente uma oportunidade para Adam Sandler fazer vir à tona seu talento dramático e quem sabe até, não de forma totalmente pensada pela Netflix, arrancar uma indicação de melhor ator coadjuvante na temporada de premiações.

Milhões jogados pelo ralo para produzir Jay Kelly. O enredo desse filme (ou atentado cinematográfico) assinado por Noah Baumbach é pela atriz e roteirista Emily Mortimer é o seguinte: Jay Kelly é um mega astro do cinema que tem vai até a Europa em perseguição a filha caçula para passar um tempo com ela, enquanto a pobre adolescente faz um mochila com os amigos. Para nao ficar parecendo um maluco mais do que já é, ele aceita o convite para receber uma homenagem (que havia recusado) num festival de cinema na Toscana.

A trama mais interessante ou talvez a única trama interessante afinal é o relacionamento amoroso que ficou no passado e foi mantido em segredo de Jay Kelly, entre seus assessores/publicistas Ron (Sandler) e Liz (Laura Dern); a la 9 entre 10 filmes românticos de Hollywood, ela o abandonou num momento chave - quando ele a pediria em casamento - no topo da torre Eiffel. Liz argumenta que o motivo foi que ele já era casado com alguém na ocasião, com Jay Kelly. Ocorre que em determinado momento do filme, a personagem cai fora da história e tudo se torna tão somente um rosário sobre a crise de meia idade do insuportável ator.

Tem até uma trama secundária sobre outro ator assessorado por Ron, que sempre invejou Jay Kelly e agora é invejado por ele pois tem toda a família junto, enquanto o personagem de Clooney foi abandonado pelas duas filhas, pelo pai velhaco e até pelas namoradinhas. O drama de Ron, por outro lado, provoca empatia já que Sandler é um ótimo ator especialmente quando sai do seu lugar de conforto, a comédia, e transita entre o drama e a dramédia. Mas é preciso ressaltar que Greta Gerwig, que devia ter dado uma força no roteiro invés de fazer uma ponta atuando no filme, faz um papel meio ridículo como a esposa neurótica (que representação datada) que implora que ele largue o bebê adulto astro de cinema e volte para casa para ajudá-la com os problemas diários. Baumbach tenta ainda, vergonhosamente, emular A Grande Beleza de Sorrentino numa cena repleta de epifanias e lembranças, quando Jay Kelly vê sua fotografia da homenagem, de um eu bem mais jovem mas Jay Kelly - o filme não tem uma gota de charme ou de senso crítico. Só é um meta filme ridículo, que lá pelas tantas também tenta de forma maniqueísta provocar lágrimas com sua alusão à Cinema Paradiso.

Porque, afinal de contas, nem Clooney e muito menos Jay Kelly são Cary Grant, Gary Cooper, Clark Gable ou Robert De Niro. Só uma caricatura pálida e triste de um galã hollywoodiano.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


Post: Blog2_Post

11994972222

Formulário de inscrição

Obrigado(a)

©2023 por Kinemacriticas. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page